{"id":330,"date":"2017-12-07T16:56:24","date_gmt":"2017-12-07T18:56:24","guid":{"rendered":"http:\/\/astroceap.com.br\/ceap\/?p=330"},"modified":"2017-12-07T16:58:13","modified_gmt":"2017-12-07T18:58:13","slug":"a-astrologia-e-a-nova-fisica-integrando-a-ciencia-sagrada-e-secular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/astroceap.com.br\/ceap\/a-astrologia-e-a-nova-fisica-integrando-a-ciencia-sagrada-e-secular\/","title":{"rendered":"A Astrologia e a Nova F\u00edsica: Integrando a Ci\u00eancia Sagrada e Secular"},"content":{"rendered":"<p>por William Keepin<\/p>\n<p>Ph.D. William Keepin &#8211; Introdu\u00e7\u00e3o de Robert Hand<br \/>\nROBERT HAND:<br \/>\n&#8220;Nosso primeiro palestrante desta manh\u00e3 ser\u00e1 William Keepin, com quem tive o prazer de conversar h\u00e1 alguns anos atr\u00e1s por cerca de um dia a um dia e meio aproximadamente. Foi uma das conversas mais significativas que tive na minha vida. Basicamente, temos aqui um \u2018convertido\u2019: William \u00e9 Ph.D. em f\u00edsica e fez in\u00fameras importantes contribui\u00e7\u00f5es ao estudo da f\u00edsica moderna. Ele n\u00e3o \u00e9 algu\u00e9m que, sendo um mau f\u00edsico, resolveu partir para a metaf\u00edsica. Ele \u00e9 um Ph.D. que, ap\u00f3s ter se dedicado muito \u00e0 sua especialidade, decidiu que era necess\u00e1ria uma busca metaf\u00edsica, estando agora envolvido em relacionamentos entre conceitos ambientais e espiritualidade. Isto n\u00e3o \u00e9 exatamente o que tem sido ensinado nos setores de f\u00edsica das escolas de gradua\u00e7\u00e3o, embora a f\u00edsica de hoje em dia esteja como que apontando nessa dire\u00e7\u00e3o. E William \u00e9 um dos primeiros entre um n\u00famero crescente de pessoas que cruzou a linha e uniu-se a n\u00f3s, pessoas consideradas estranhas para a civiliza\u00e7\u00e3o moderna.&#8221;<\/p>\n<p>WILLIAM KEEPIN:<br \/>\n&#8220;Agradecido, Bob, por esta brilhante introdu\u00e7\u00e3o. \u00c9 maravilhoso ser apresentado como um convertido. Na verdade, a \u00faltima coisa que eu poderia imaginar at\u00e9 uns seis anos atr\u00e1s seria estar dando uma palestra num simp\u00f3sio sobre Astrologia. Fui treinado como um cientista em f\u00edsica e matem\u00e1tica. Apesar de sempre ter estado aberto para algumas coisas, tais como expans\u00e3o da consci\u00eancia e conceitos budistas de nirvana e shunyata, a mais absoluta das insignific\u00e2ncias para um cientista rigoroso \u00e9 a Astrologia. O que \u00e9 verdadeiramente interessante, pois sinto agora que \u00e9 precisamente na \u00e1rea da Astrologia onde a ci\u00eancia poder\u00e1 vir a ter uma das maiores aberturas nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas e s\u00e9culos, dependendo de quanta resist\u00eancia for encontrar. O que desejo fazer hoje \u00e9 sublinhar uma &#8220;intima\u00e7\u00e3o&#8221; dessa possibilidade. LEIA MAIS<\/p>\n<p>Permitam-me discorrer um pouco sobre meu background astrol\u00f3gico, que \u00e9 bastante limitado. Tive a grande sorte de estudar com Stanislav Grof por aproximadamente tr\u00eas anos e, durante seu curso, Rick Tarnas veio por uma semana e fez uma s\u00e9rie de apresenta\u00e7\u00f5es sobre Astrologia, ap\u00f3s o qu\u00ea, comecei a estudar meu pr\u00f3prio mapa, olhando particularmente para aspectos e tr\u00e2nsitos, bem como mapas de familiares. Em resumo, fui sendo conduzido com grande crit\u00e9rio e cuidadosamente por Rick. E lhe sou muito grato por isso, pois minha abertura para a Astrologia realmente veio por seu interm\u00e9dio.<\/p>\n<p>O momento-chave, meu momento inicial de transforma\u00e7\u00e3o, veio ao observar o mapa de uma familiar muito pr\u00f3xima. Muitos anos antes ela tinha tido um surto psic\u00f3tico, quando foi diagnosticada como esquizofr\u00eanica, tendo passado por consecutivas interna\u00e7\u00f5es em hospitais psiqui\u00e1tricos. Em seu mapa natal ela apresentava uma conjun\u00e7\u00e3o Marte-Urano em quadratura a Netuno, estando Netuno tamb\u00e9m em tr\u00edgono a uma conjun\u00e7\u00e3o V\u00eanus-Merc\u00fario. Quando ela teve este problema, Plut\u00e3o estava se aplicando sobre seu Netuno, fomentando, portanto, a desafiadora quadratura \u00e0 conjun\u00e7\u00e3o Marte-Urano. Da\u00ed que, precisamente em Novembro de 1982, no m\u00eas em que teve que ser internada, Saturno entrou em conjun\u00e7\u00e3o com Plut\u00e3o tamb\u00e9m. Ela sofreu, portanto, os tr\u00e2nsitos de Saturno e Plut\u00e3o em conjun\u00e7\u00e3o a Netuno, que \u00e9, claramente, um tr\u00e2nsito que s\u00f3 ocorre uma vez na vida, e teve, conseq\u00fcentemente, um tipo tamb\u00e9m \u00fanico de experi\u00eancia vital. Aquela constata\u00e7\u00e3o representou uma grande abertura para mim, levando-me a investigar mais de perto a Astrologia, o que continuo fazendo at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>Quero, portanto, dizer que \u00e9 para mim uma grande honra e privil\u00e9gio estar aqui. O que lhes quero ainda acrescentar \u00e9 que, quando fui me encontrar com Bob Hand, Rick estava me acompanhando. E, como Bob alertou, foi verdadeiramente uma das mais fascinantes discuss\u00f5es de que eu tamb\u00e9m tomei parte. Cobrimos uma ampla gama de t\u00f3picos e, em seguida, fomos Rick e eu, para uma confer\u00eancia. Acho que nunca comentei a respeito com o Rick mas, no v\u00f4o de volta a Frisco, enquanto convers\u00e1vamos, eu subitamente senti a profundidade do que estava se passando. Eu tive o sentimento muito distinto e claro de que a parte de tr\u00e1s de minha cabe\u00e7a se abrira e de que tinha sido removida. Tive a sensa\u00e7\u00e3o de estar numa comunica\u00e7\u00e3o muito direta com o sentimento c\u00f3smico ou comunh\u00e3o na parte posterior de minha cabe\u00e7a &#8211; foi quase como uma sensa\u00e7\u00e3o f\u00edsica palp\u00e1vel. No momento, pensei apenas: &#8220;Nossa, que interessante!&#8221; Mas, retrospectivamente, sei dar o devido valor \u00e0quele momento.<\/p>\n<p>O que tenho a lhes oferecer hoje, mais que uma apresenta\u00e7\u00e3o, \u00e9 um tipo de medita\u00e7\u00e3o. Vou lhes fornecer algumas das id\u00e9ias, pesquisas e contempla\u00e7\u00f5es que venho tendo nesses \u00faltimos seis anos em que tenho considerado a quest\u00e3o de &#8220;como poderia a Astrologia ser validada&#8221;. Ela parece t\u00e3o em contradi\u00e7\u00e3o com o que a ci\u00eancia ortodoxa nos diz&#8230;<\/p>\n<p>Gostaria de iniciar enfatizando que a principal corrente cient\u00edfica n\u00e3o tem em verdade nada que desabone a Astrologia. Os dois argumentos contumazes dados pela ci\u00eancia s\u00e3o os de que n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias para a Astrologia, nem mecanismos que a possam explicar. A &#8220;n\u00e3o &#8211; evidencia&#8221; \u00e9 simplesmente falsa, primeiramente pelo trabalho de Michel Gauquelin. Tenho certeza de que todos voc\u00eas est\u00e3o familiarizados com este trabalho estat\u00edstico. Por mais v\u00e1lido e importante que seja, baseia-se em estat\u00edsticas. E creio que algo do que veremos na pr\u00f3xima d\u00e9cada ser\u00e1 um questionamento das estat\u00edsticas em si, como formas v\u00e1lidas de epistemologia. De toda forma, h\u00e1 evid\u00eancia cient\u00edfica para a Astrologia. O segundo ponto, a respeito do &#8220;n\u00e3o-mecanicismo&#8221;, baseia-se nos argumentos do tipo: o efeito gravitacional do m\u00e9dico sobre o rec\u00e9m-nascido foi maior do que o de Plut\u00e3o na hora do nascimento. Portanto, se o m\u00e9dico nada tem a ver com a psique do indiv\u00edduo, como o poderia ter Plut\u00e3o?&#8230; O argumento \u00e9, em senso estrito, v\u00e1lido; mas o que tudo isso demonstra \u00e9 apenas o fato de que a Astrologia n\u00e3o opera em termos de gravidade. Poder\u00edamos argumentar similarmente sobre intera\u00e7\u00f5es eletromagn\u00e9ticas e mesmo nucleares. Chegaremos \u00e0 mesma conclus\u00e3o: \u00e9 valida at\u00e9 onde conduz, por\u00e9m n\u00e3o chega a tocar a verdadeira natureza dos fen\u00f4menos. E ela n\u00e3o elimina explica\u00e7\u00f5es alternativas.<\/p>\n<p>A Astrologia n\u00e3o contradiz, em absoluto, qualquer dos fatos cient\u00edficos como os compreendemos. Est\u00e1 em discrep\u00e2ncia com a injustificada extrapola\u00e7\u00e3o daqueles fatos, com uma vis\u00e3o de mundo que se presume comprovada pela corrente principal dos cientistas ortodoxos, mas as quais, na verdade, s\u00e3o um conjunto de presun\u00e7\u00f5es sobre a natureza da realidade. A Astrologia est\u00e1 em disparidade com tais pressupostos, mas n\u00e3o com nenhum dos fatos estabelecidos.<\/p>\n<p>Em 1975 aconteceu uma famosa declara\u00e7\u00e3o da astronomia contra a Astrologia, assinada por 186 cientistas. Os que a assinaram, em geral, pouco ou nada sabiam sobre Astrologia. Mas foi interessante ouvir algumas das hist\u00f3rias sobre aqueles que n\u00e3o a assinaram, tais como Freeman Dyson do &#8220;Instituto para Estudos Avan\u00e7ados&#8221; em Princeton. Ele recusou-se a assinar por simplesmente n\u00e3o saber. E Carl Sagan, que voc\u00eas todos conhecem como um homem de grande vis\u00e3o sobre os bilh\u00f5es de estrelas do cosmos, creio que ele tamb\u00e9m recusou-se a assinar. N\u00e3o tenho certeza absoluta quanto a isso, mas ele deu a seguinte declara\u00e7\u00e3o sobre a Astrologia: &#8220;Bela forma de se descartar de alguma coisa, por n\u00e3o sermos capazes de compreender como ela funciona&#8221;. O fato de n\u00e3o podermos pensar em nenhum mecanismo para a Astrologia \u00e9 relevante, mas n\u00e3o convence. Por exemplo, nenhum mecanismo era conhecido para o &#8220;continental drift&#8221; quando ele foi proposto por Wegener. No entanto, podemos ver que Wegener estava certo, e que aqueles que objetaram com base na inexist\u00eancia de um mecanicismo estavam errados. Basicamente, Sagan deveria ganhar o cr\u00e9dito pelo reconhecimento de que n\u00e3o se pode descartar a Astrologia simplesmente por n\u00e3o sabermos como ela funciona. Talvez voc\u00eas estejam familiarizados com alguns dos trabalhos de Percy Seymour, autor de alguns livros sobre ci\u00eancia e Astrologia, como &#8220;The Scientific Basis of Astrology&#8221;.<\/p>\n<p>N\u00e3o sou \u00edntimo conhecedor de seu trabalho, mas li boa parte dele. A ess\u00eancia do que ele prop\u00f5e \u00e9 que a Astrologia trabalha por uma esp\u00e9cie de intera\u00e7\u00e3o de campos magn\u00e9ticos. O que lhes estou oferecendo aqui \u00e9 uma compreens\u00e3o muito diferente. No meu entender, a Astrologia verdadeiramente \u00e9 muito mais profunda do que qualquer processo que ocorra no reino f\u00edsico. Envolve alguma coisa que est\u00e1 al\u00e9m do reino f\u00edsico, raz\u00e3o pela qual estamos agora ganhando evid\u00eancia crescente em alguns dos novos desenvolvimentos em ci\u00eancia moderna. E \u00e9 sobre isso que quero lhes falar hoje. Tais desenvolvimentos s\u00e3o o trabalho te\u00f3rico de David Bohm e os campos emergentes de din\u00e2mica n\u00e3o-linear, e a &#8220;Teoria do Caos&#8221;, particularmente, a &#8220;Geometria dos Fractais&#8221;. Estarei lhes dando um exemplo adiante.<\/p>\n<p>Gostaria de iniciar com o trabalho de David Bohm em f\u00edsica te\u00f3rica. Bohm nasceu em 1917. Foi um jovem e brilhante f\u00edsico que estudou na Berkeley de Oppenheimer. Ele foi ent\u00e3o para Princeton, tornando-se colega de Albert Einstein. E, de fato, ele e Einstein tiveram discuss\u00f5es intensas sobre o significado da teoria qu\u00e2ntica. Bohm escreveu um livro sobre teoria qu\u00e2ntica que foi publicado em 1951, e que foi considerado por Einstein a mais clara exposi\u00e7\u00e3o sobre f\u00edsica qu\u00e2ntica que ele jamais houvera visto. Os dois tornaram-se muito \u00edntimos, tendo-se dado ent\u00e3o um desenvolvimento muito peculiar. Bohm foi chamado a depor contra Oppenheimer durante o MaCarthysmo, ao que ele se recusou. Embora Oppenheimer tenha sido inocentado, Bohm perdeu seu trabalho em Princeton e teve que deixar o pa\u00eds. Assim, sua associa\u00e7\u00e3o com Einstein foi efetivamente rompida. Em seguida, Bohm foi para o Brasil, depois Israel e terminou na Universidade de Londres, onde desenvolveu a maior parte de seu trabalho. Sua contribui\u00e7\u00e3o b\u00e1sica para a f\u00edsica e para a ci\u00eancia em geral \u00e9 ainda muito menosprezada e e eu proponho que ela nada mais \u00e9 do que uma compreens\u00e3o completamente nova do que a ci\u00eancia significa e do que ela \u00e9. Gostaria de resumir suas contribui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Primeiramente, um coment\u00e1rio sobre a maneira como Bohm trabalhava. Ele tinha uma \u00e2nsia apaixonada e flamejante pela busca do saber, por uma compreens\u00e3o profunda sobre a natureza da realidade e da exist\u00eancia, o que o conduziu para muito al\u00e9m dos limites da f\u00edsica. Como muitos de voc\u00eas devem saber, ele conduziu um di\u00e1logo de 20 anos com o m\u00edstico e s\u00e1bio hindu Krishnamurti. Ele mantinha tamb\u00e9m di\u00e1logos extensivos com outros mestres espirituais, inclusive o Dalai Lama. E ele terminou desenvolvendo uma compreens\u00e3o te\u00f3rica da f\u00edsica moderna que \u00e9 verdadeiramente consistente com os ensinamentos espirituais de eras atr\u00e1s. E igualmente rica e complexa.<\/p>\n<p>O que me propus a fazer hoje \u00e9 simplesmente sublinhar alguns dos fundamentos de seu entendimento. A natureza b\u00e1sica da realidade, de acordo com David Bohm, \u00e9 aquilo que ele denominava &#8220;holomovimento&#8221; &#8211; holo, significando hologr\u00e1fico, e movimento sugerindo dinamismo e processo. Para usar suas palavras, a natureza da realidade \u00e9 &#8220;uma \u00fanica e inquebrant\u00e1vel integridade em movimento de fluxo&#8221;. Desta forma, tudo est\u00e1 conectado e tudo est\u00e1 em fluxo din\u00e2mico. J\u00e1 nesse termo holomovimento, \u2018holo\u2019 refere-se \u00e0 estrutura hologr\u00e1fica, significando que cada parte do fluxo, de alguma forma, cont\u00e9m o fluxo como um todo. N\u00f3s estaremos procurando por alguns exemplos sobre o que tal coisa poderia significar. E a parte \u2018movimento\u2019 do holomovimento \u00e9 que o inteiro fluxo est\u00e1 numa constante mudan\u00e7a processual. Bohm desenvolveu esta id\u00e9ia a partir de sua re-interpreta\u00e7\u00e3o da f\u00edsica qu\u00e2ntica. Muitos de voc\u00eas leram alguns dos c\u00e9lebres trabalhos de Fritjof Capra e Gary Zuk e sobre aquela inteira abertura que aconteceu ao final dos anos 70 e in\u00edcio dos 80, a respeito das implica\u00e7\u00f5es essencialmente m\u00edsticas da f\u00edsica moderna.<\/p>\n<p>O feito de Bohm foi no m\u00ednimo t\u00e3o importante quanto; por\u00e9m n\u00e3o foi reconhecido como tal. Ele iniciou com a equa\u00e7\u00e3o de Schroedinger, que \u00e9 a equa\u00e7\u00e3o central da teoria qu\u00e2ntica, e a subdividiu matematicamente em duas partes. A primeira parte era essencialmente uma recapitula\u00e7\u00e3o da f\u00edsica newtoniana cl\u00e1ssica, e a segunda era um campo informativo em forma de ondas (wave-like information field). A equa\u00e7\u00e3o de Schroedinger \u00e9 uma equa\u00e7\u00e3o para o movimento do el\u00e9tron e oferece um insight em quest\u00f5es tais como: &#8220;Como o el\u00e9tron se comporta?&#8221;, e &#8220;Qual \u00e9 a natureza do el\u00e9tron?&#8221;&#8230; Bohm postulou que o el\u00e9tron se comporta exatamente como uma part\u00edcula cl\u00e1ssica comum, contrariamente \u00e0 teoria totalmente complementar de Neils Bohr sobre a dualidade onda-part\u00edcula e a escola de interpreta\u00e7\u00e3o de Kopenhagen. Bohm dizia que o el\u00e9tron comporta-se, sim, como uma part\u00edcula, mas tendo acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o sobre o restante do universo. Esta \u00e9 a parte que os f\u00edsicos t\u00eam dificuldade em aceitar, como voc\u00eas podem imaginar, pois o el\u00e9tron est\u00e1 essencialmente agindo com uma esp\u00e9cie de consci\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o ao resto do universo. Tal consci\u00eancia vem neste segundo termo, que Bohm denominou de potencial qu\u00e2ntico, e que \u00e9 um campo informativo em forma de ondas (wave-like information field) que fornece ao el\u00e9tron acesso a informa\u00e7\u00f5es sobre o restante do universo f\u00edsico. Bohm foi capaz de demonstrar que a influ\u00eancia desse potencial qu\u00e2ntico dependia apenas da forma e n\u00e3o da magnitude dessa forma de onda. E por n\u00e3o depender da magnitude era, portanto, independente de separa\u00e7\u00e3o no espa\u00e7o. Portanto, todo e qualquer ponto no espa\u00e7o tinha uma contribui\u00e7\u00e3o a fazer \u00e0 consci\u00eancia do el\u00e9tron.<\/p>\n<p>Se tal coisa faz algum sentido, a ess\u00eancia \u00e9 que o el\u00e9tron \u00e9 um tipo de part\u00edcula guiada. De fato, Bohm usa a analogia de um avi\u00e3o 747 voando sobre um oceano. Ele \u00e9 guiado por ondas de r\u00e1dio. As ondas de r\u00e1dio, elas mesmas n\u00e3o t\u00eam a energia para fazer com que um avi\u00e3o se desvie e altere seu curso, mas prov\u00eam a informa\u00e7\u00e3o da qual a aeronave se utiliza para responder e ajustar seu curso. Portanto, as ondas de r\u00e1dio cont\u00eam muito menos energia do que a aeronave, num sentido f\u00edsico. Mas a informa\u00e7\u00e3o que elas cont\u00eam possibilita \u00e0 aeronave guiar e conduzir sua pr\u00f3pria energia. Essencialmente \u00e9 este o mesmo tipo de entendimento que Bohm tinha acerca do el\u00e9tron. Bohm chegou a propor posteriormente que o holomovimento que eu mencionei consistia de duas partes: uma ordem expl\u00edcita e outra impl\u00edcita. Irei esclarecer essa diferen\u00e7a com um exemplo que o pr\u00f3prio Bohm desenvolveu.<\/p>\n<p>Imaginem uma jarra cheia de fluido muito denso, tipo glicerina, um l\u00edquido altamente viscoso. No centro da jarra h\u00e1 uma vareta cil\u00edndrica com uma manivela, de tal forma que voc\u00ea poder\u00e1 fazer a vareta girar. Adicione uma gota de tinta \u00e0 glicerina, e a tinta simplesmente permanecer\u00e1 ali. Mas quando voc\u00ea fizer girar o cilindro interno, ele ir\u00e1 puxar a gota de tinta e espalh\u00e1-la. Se voc\u00ea continuar girando, a tinta ir\u00e1 se espalhando em linhas longas, cada vez mais finas e apagadas. Eventualmente, caso voc\u00ea continue esse procedimento, a tinta efetivamente chega a desaparecer por completo. Voc\u00ea n\u00e3o mais poder\u00e1 v\u00ea-la. Agora, neste ponto, \u00e9 muito tentador concluir que a ordem que existia originariamente presente na gota foi completamente dissolvida ao acaso e de maneira ca\u00f3tica pela completa mistura da tinta \u00e0 glicerina a tal ponto que voc\u00ea nem mesmo pode ver mais a tinta. Contudo, se voc\u00ea nesse ponto reverter a dire\u00e7\u00e3o rotativa, descobrir\u00e1 que a fina e longa linha de tinta come\u00e7ar\u00e1 a reaparecer. \u00c0 medida que voc\u00ea continuar a reverter a rota\u00e7\u00e3o, ela continuar\u00e1 a se tornar cada vez mais espessa e mais claramente definida, e eventualmente chegar\u00e1 a se reconstituir.<\/p>\n<p>Pois, esta \u00e9 uma met\u00e1fora mec\u00e2nica para aquilo a que Bohm se refere. O que nos diz \u00e9 que uma ordem oculta pode estar presente no que aparentemente \u00e9 caos. Este \u00e9 um insight muito importante que Bohm teve, portanto eu gostaria de repet\u00ed-lo. Com refer\u00eancia a este exemplo bem como \u00e0 realidade em geral, o que parece casual pode, efetivamente, conter uma ordem oculta. E a menos que sua rede epistemol\u00f3gica seja suficientemente fina, ou suficientemente ampla, voc\u00ea ir\u00e1 perder a ordem que se oculta. Bohm denominou a tal ordem de &#8220;ordem impl\u00edcita&#8221;, pois embora a tinta se disperse a ponto de n\u00e3o mais ser vis\u00edvel, sua ordem foi, de alguma maneira, preservada. Ou, seria mais conveniente dizer ter sido ela transformada numa forma diferente, mas n\u00e3o foi destru\u00edda. E ela pode mover-se, de impl\u00edcita para expl\u00edcita, onde a ordem original torna-se ent\u00e3o vis\u00edvel e manifesta. Ent\u00e3o teremos novamente a gota de tinta reaparecendo. Quando ela desaparece, Bohm diria que sua ordem est\u00e1 envolvida na glicerina. Ao reaparecer, sua ordem se recomp\u00f5e \u00e0 ordem expl\u00edcita. Eu estarei me utilizando desses termos, de tal forma que gostaria que voc\u00eas se familiarizassem com eles. O relacionamento total entre as ordens impl\u00edcita e expl\u00edcita \u00e9 verdadeiramente complexo, e eu apenas direi poucas coisas a esse respeito. Se voc\u00ea estiver se debatendo para encontrar um modo de compreend\u00ea-lo, uma forma muito simples \u00e9 imaginar que a ordem expl\u00edcita \u00e9 o reino manifesto; \u00e9 o universo espa\u00e7o-temporal em que vivemos. Portanto, a ordem impl\u00edcita \u00e9 o que n\u00e3o se v\u00ea, o reino do n\u00e3o-manifestado. \u00c9, talvez, tentador, pensar na ordem expl\u00edcita como a realidade prim\u00e1ria, e a impl\u00edcita como uma realidade secund\u00e1ria sutil. Para Bohm, justamente o oposto \u00e9 o caso. A realidade prim\u00e1ria fundamental \u00e9 a ordem impl\u00edcita, e a expl\u00edcita apenas um conjunto de ondula\u00e7\u00f5es na superf\u00edcie da ordem impl\u00edcita. De tal forma que, aquilo que podemos ver e sentir e tocar s\u00e3o meramente as ondas na superf\u00edcie da realidade, que \u00e9 o vasto oceano da ordem impl\u00edcita.<\/p>\n<p>Outra maneira poss\u00edvel de se pensar sobre isto seria em termos da nossa velha conhecida rede televisiva. A ordem impl\u00edcita \u00e9 essencialmente toda a programa\u00e7\u00e3o sendo transmitida a um dado momento, e a expl\u00edcita aquilo que aparece na tela naquele preciso momento. Portanto, a ordem expl\u00edcita \u00e9 apenas uma janelinha estreita daquilo que realmente ali est\u00e1 &#8211; uma partezinha \u00ednfima que se manifesta num mar de possibilidades &#8211; e a realidade inteira existe na ordem impl\u00edcita.<\/p>\n<p>Outro ponto enfatizado por Bohm \u00e9 o de que o espa\u00e7o vazio \u00e9 parte do todo &#8211; esse movimento de fluxo incessante. O espa\u00e7o vazio n\u00e3o \u00e9 apenas um gigantesco v\u00e1cuo atrav\u00e9s do qual a mat\u00e9ria se move, mas antes, espa\u00e7o e mat\u00e9ria est\u00e3o intimamente contectados. Esta \u00e9 uma maneira muito importante de se reconsiderar a ontologia do assim chamado &#8220;espa\u00e7o vazio&#8221;. Bohm verdadeiramente efetuou alguns c\u00e1lculos demonstrando que cada cent\u00edmetro c\u00fabico do assim chamado &#8220;espa\u00e7o vazio&#8221; cont\u00e9m mais energia potencial do que toda a energia que se encontra manifestada no universo. Da forma como ele coloca a coisa, o espa\u00e7o \u00e9 cheio, preferivelmente a vazio.<\/p>\n<p>Creio que isto lhes deu alguma id\u00e9ia sobre o pensamento de David Bohm. O que quero fazer agora \u00e9 penetrar num exemplo mais concreto da estrutura hologr\u00e1fica. Para fazer isso, irei me utilizar de um exemplo da &#8220;Teoria do Caos&#8221; e da &#8220;Geometria Fractal&#8221;. Este exemplo \u00e9 conhecido como o &#8220;Mandelsbrot Set&#8221;. Muito do que estou dizendo, em certo sentido, n\u00e3o ser\u00e1 novidade para a maioria de voc\u00eas. Como astr\u00f3logos, intuitivamente voc\u00eas conhecem isso. O ponto principal de minha apresenta\u00e7\u00e3o hoje ser\u00e1 demonstrar-lhes de que maneira certas dire\u00e7\u00f5es na ci\u00eancia est\u00e3o emergindo em dire\u00e7\u00e3o a uma compreens\u00e3o paralela. O &#8220;Madelbrot Set&#8221; \u00e9 assim denominado em honra ao marem\u00e1tico franc\u00eas Benoit Mandelbrot. Ele \u00e9 gerado por um processo n\u00e3o-linear de repeti\u00e7\u00e3o. O processo em si \u00e9 incrivelmente simples. Basicamente, voc\u00ea o inicia com um n\u00famero, eleva-o ao seu quadrado, somando a ele, ent\u00e3o, uma constante. O que lhe fornecer\u00e1 outro n\u00famero. Ent\u00e3o, voc\u00ea eleva esse novo n\u00famero ao quadrado, soma-lhe a constante, o que lhe dar\u00e1 um terceiro n\u00famero, e continua repetindo este processo. Se tal seq\u00fc\u00eancia permanece limitada, isto \u00e9, se ela n\u00e3o se extrapola ao infinito, ent\u00e3o o ponto por onde voc\u00ea come\u00e7ou \u00e9 considerado o &#8220;Mandelbrot Set&#8221;. Ele est\u00e1 na \u00e1rea negra. Se ele efetivamente se extrapolou ao infinito, ent\u00e3o estar\u00e1 fora do conjunto (set), na \u00e1rea branca. Caso voc\u00ea n\u00e3o entenda a matem\u00e1tica, n\u00e3o se preocupe. N\u00e3o \u00e9 importante para o que estou querendo lhes demonstrar.<\/p>\n<p>Vamos agora fazer um &#8220;zoom&#8221; nesse &#8220;Mandelbrot Set&#8221; da ordem de cerca de um bilh\u00e3o de vezes, e ent\u00e3o voc\u00ea verdadeiramente poder\u00e1 visualizar a estrutura desse conjunto. Conforme &#8220;mergulhamos&#8221; nele, voc\u00ea poder\u00e1 come\u00e7ar a ver algumas regularidades estruturais muito bonitas, e tamb\u00e9m alguns padr\u00f5es que se repetem em diferentes escalas. Voc\u00ea notar\u00e1 tamb\u00e9m que esses pequenos padr\u00f5es come\u00e7ar\u00e3o a assemelhar-se a algumas partes da estrutura original. Para dar continuidade ao nosso processo &#8220;zoom&#8221;, eu gostaria de imergir em um desses pequenos pontos brancos reluzentes e, como voc\u00ea poder\u00e1 ver, existe efetivamente algo de intr\u00ednseco, de delicadeza, de gra\u00e7a e de eleg\u00e2ncia nesta estrutura. Prosseguindo, voc\u00ea ir\u00e1 notar que em meio a isto, existe um outro pequeno ponto branco, de tal forma que agora iremos dar um &#8220;zoom&#8221; exatamente ali, e ent\u00e3o voc\u00eas poder\u00e3o notar que alguma coisa est\u00e1 emergindo. Se voc\u00ea examinar atentamente o centro daquele ponto branco, voc\u00ea ver\u00e1 o reaparecimento da figura original, de tal modo que, aqui, temos exatamente a mesma estrutura replicada numa escala um bilh\u00e3o de vezes menor. Em matem\u00e1tica, chamamos a isto de &#8220;estruturas auto-similares&#8221; ou &#8220;nested sets&#8221;. Em alquimia e Astrologia, chamamos a isto &#8220;Como acima, assim abaixo&#8221; (As above, so below). Em certo sentido, a ci\u00eancia est\u00e1 agora come\u00e7ando a descobrir, por interm\u00e9dio de certos desenvolvimentos recentes, alguns dos antigos ensinamentos e sabedorias.<\/p>\n<p>Quero dizer mais sobre a natureza disso. No exemplo de Mandelbrot, lembrem-se de que demos um &#8220;zoom&#8221; de cerca de um bilh\u00e3o de vezes e encontramos uma estrutura que virtualmente se assemelha ao todo. Contudo, se inspecionarmos mais de perto, constataremos n\u00e3o ser id\u00eantica. Ela \u00e9 ligeiramente diferente, e n\u00e3o apenas isso: se voc\u00ea ampliar qualquer uma dessas pequenas outras partes da mesma estrutura, novamente encontrar\u00e1 esses pequenos conjuntos de Mandelbrot que ali jazem. Literalmente, existem bilh\u00f5es deles. De fato, h\u00e1 uma infinidade deles, pois cada um deles contem bilh\u00f5es dentro de si, e o processo de mundos dentro de mundos se prolonga. O que temos aqui \u00e9 um conjunto muito profundo de estruturas auto-similares aninhadas (nested self-similar structures). Os cientistas iriam apresentar a coisa assim.<\/p>\n<p>Temos aqui um tipo de evid\u00eancia para a no\u00e7\u00e3o alqu\u00edmica &#8220;As above, so below&#8221;. Mais que isso, tal fato revela a bancarrota ontol\u00f3gica do reducionismo. A filosofia b\u00e1sica do reducionismo, que prevalece na ci\u00eancia ortodoxa, insiste em que, caso queiramos compreender um sistema complexo, devemos seccion\u00e1-lo aos peda\u00e7os para torn\u00e1-lo mais simples. O que estamos descobrindo aqui \u00e9 que, quando quebramos o todo em peda\u00e7os, cada peda\u00e7o revela-se t\u00e3o complexo quanto o todo original. E isto \u00e9 uma compreens\u00e3o muito diferente. Agora voc\u00ea poder\u00e1 come\u00e7ar a visualizar o que queremos expressar com a id\u00e9ia de que cada parte cont\u00e9m o todo. Pois ao darmos o &#8220;zoom&#8221; numa dessas part\u00edculas m\u00ednimas do &#8220;Mandelsbrot Set&#8221;, que representa um bilion\u00e9simo do tamanho do total, ela apresentar\u00e1 uma estrutura id\u00eantica. O microcosmos tem, essencialmente, todos os elementos do macrocosmos. Contudo, quero enfatizar que cada parte cont\u00e9m o todo, n\u00e3o a n\u00edvel manifesto, mas a n\u00edvel de processo. Aquela part\u00edcula \u00ednfima de Mandelbrot n\u00e3o cont\u00e9m a outra, enorme, num sentido f\u00edsico. Ela \u00e9 pequenina demais para isso. Mas, a n\u00edvel processual, as duas s\u00e3o virtualmente id\u00eanticas.<\/p>\n<p>Agora, qual o significado disso tudo, e o que significa em termos astrol\u00f3gicos? Aqui tenho que convid\u00e1-los a um tipo de v\u00f4o ou fantasia metaf\u00f3rica. E \u00e9 o que eu quis dizer ao expressar que minha exposi\u00e7\u00e3o seria meditativa, requerendo um pensamento imaginativo. Gostaria de convid\u00e1-los a considerar este &#8220;Mendelbrot Set&#8221; como uma esp\u00e9cie de cosmos. Pensemos em cada min\u00fasculo conjunto de Mendelbrot como um ser humano. Ent\u00e3o, se algu\u00e9m adentrasse e contemplasse profundamente a natureza da exist\u00eancia de algu\u00e9m, chegaria \u00e0 consci\u00eancia do processo que gerou aquela exist\u00eancia. Ao atingir tal consci\u00eancia, apreender\u00edamos ent\u00e3o o processo do cosmos como um todo, pois eles s\u00e3o um e o mesmo processo. \u00c9 como aquilo que os budistas t\u00e2ntricos dizem: &#8220;Se voc\u00ea chegar a compreender o corpo humano de maneira suficientemente profunda, voc\u00ea ter\u00e1 compreendido o Universo&#8221;. E eles n\u00e3o est\u00e3o se referindo ao conhecimento f\u00edsico. Est\u00e3o se referindo a um saber a n\u00edvel energ\u00e9tico, a n\u00edvel processual. Neste caso ele \u00e9 representado pela equa\u00e7\u00e3o simples de Mandelbrot, que \u00e9 a ordem impl\u00edcita.<\/p>\n<p>At\u00e9 o momento, estes conjuntos de Mandelbrot que estivemos examinando s\u00e3o estruturas est\u00e1ticas. Elas s\u00e3o estruturas matem\u00e1ticas fixas, imut\u00e1veis. Agora, passemos a imaginar que aquelas estruturas e processos subjacentes est\u00e3o ambos se desenvolvendo no tempo. Imagine que tal processo &#8211; a ordem impl\u00edcita &#8211; est\u00e1 se alterando atrav\u00e9s do tempo e que, portanto, a estrutura de Mandelbrot &#8211; a ordem expl\u00edcita &#8211; est\u00e1, ela mesma, se transformando atrav\u00e9s do tempo. Eu cheguei a procurar por alguns v\u00eddeos que representassem este esquema mas n\u00e3o consegui encontr\u00e1-los. Nem ao menos sei se isso j\u00e1 foi representado matematicamente. Mas basicamente a id\u00e9ia seria a de que \u00e0 medida que o processo subjacente a tal manifesta\u00e7\u00e3o se desdobra e modifica, ent\u00e3o esta estrutura inteira iria acompanhar tal desdobramento e modifica\u00e7\u00e3o num tipo de din\u00e2mica fractal. Voc\u00eas podem ent\u00e3o imaginar que cada uma dessas \u00ednfimas partes subjacentes se altera e desenvolve de uma maneira que estar\u00e1 diretamente correlacionada com a evolu\u00e7\u00e3o do macrocosmos como um todo. Neste sentido, come\u00e7amos a compreender como poderiam existir correla\u00e7\u00f5es entre a evolu\u00e7\u00e3o do macrocosmos, isto \u00e9, o movimento dos planetas, por exemplo, e a evolu\u00e7\u00e3o de uma parte individual daquele macrocosmos, ou seja, um ser humano.<\/p>\n<p>Isto conduz a um tipo de compreens\u00e3o metaf\u00f3rica de como a Astrologia poderia funcionar, e realmente funciona, de uma maneira n\u00e3o-mecanicista. Isto \u00e9 muito importante de ser compreendido. N\u00e3o \u00e9 que Plut\u00e3o envie irradia\u00e7\u00f5es para dentro de seu c\u00e9rebro, que atuaria como um r\u00e1dio-receptor, apreendendo-as, e ent\u00e3o voc\u00ea sai a fazer coisas plutonianas. E n\u00e3o significa tamb\u00e9m que Plut\u00e3o esteja dentro de voc\u00ea, no sentido de que Plut\u00e3o \u00e9 excessivamente grande para estar contido em seu corpo f\u00edsico. \u00c9 que o processo que est\u00e1 ocorrendo em Plut\u00e3o est\u00e1 ocorrendo em voc\u00ea tamb\u00e9m. Literalmente. Assim, Plut\u00e3o est\u00e1 literalmente contido em voc\u00ea, e em mim, mas a n\u00edvel de processo, n\u00e3o a n\u00edvel de manifesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>(Em resposta a uma pergunta inaud\u00edvel da audi\u00eancia, Dr. Keepin responde) O conjunto de Mandelbrot \u00e9 verdadeiramente um objeto bidimensional, que existe no complexo plano das matem\u00e1ticas. E existe outra limita\u00e7\u00e3o para esta met\u00e1fora como um todo que eu quero mencionar aqui. Basicamente o que eu estou tentando sugerir aqui \u00e9 que, de forma muito vaga, isto nos d\u00e1 um modelo para compreendermos alguma coisa sobre a natureza do modelo de funcionamento da Astrologia. O que significa que temos um processo gerador, ou ordem impl\u00edcita, e ent\u00e3o temos um reino manifesto. E \u00e0 medida que tal processo se altera no decorrer do tempo, resulta num desdobramento c\u00f3smico que tem correla\u00e7\u00f5es temporais entre as manifesta\u00e7\u00f5es microc\u00f3smicas e macroc\u00f3smicas. Mas, como voc\u00eas sabem, uma certa configura\u00e7\u00e3o astrol\u00f3gica arquet\u00edpica pode resultar numa variedade de diferentes manifesta\u00e7\u00f5es, dependendo das inten\u00e7\u00f5es, do ser, e da integridade da pessoa envolvida. De tal maneira que a coisa \u00e9 muito mais complexa que isso. Aqui s\u00f3 pretendemos dar uma vis\u00e3o simplista de como certas coisas poderiam estar funcionando. S\u00f3 gostaria de acrescentar algumas poucas coisas, e ent\u00e3o encerrarei para que tenhamos tempo para perguntas e respostas.<\/p>\n<p>Existe um tipo de estrutura hologr\u00e1fica para grande parte da Astrologia, e eu apenas mencionarei algumas poucas. Uma \u00e9 a id\u00e9ia dos tr\u00eas planetas superiores serem as &#8220;oitavas maiores&#8221; dos planetas pessoais &#8211; Netuno a oitava de V\u00eanus e Plut\u00e3o a oitava de Marte. Na medida em que haja alguma validade para isto &#8211; n\u00e3o desejo retratar o caso como uma verdade literal &#8211; refletir\u00e1 relacionamentos de estruturas auto-similares em diferentes escalas. De modo parecido, com rela\u00e7\u00e3o a progress\u00f5es, um ano inteiro \u00e9 essencialmente representado pelo movimento do Sol num \u00fanico dia. Existe um modo pelo qual o tempo tamb\u00e9m tem sua estrutura fractal. De fato, David Bohm afirmou que cada momento do tempo cont\u00e9m todo o passado e todo o futuro. O tempo n\u00e3o \u00e9 uma corrente de fluxo fixa, o que \u00e9 intr\u00ednseco \u00e0 ordem expl\u00edcita. Antes, o tempo \u00e9 um tipo particular da ordem expl\u00edcita que se desdobra como uma seq\u00fc\u00eancia de eventos, sendo que passado e futuro s\u00e3o medidas da profundidade da implicita\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, o tempo possui sua pr\u00f3pria ordem impl\u00edcita que Bohm denominou de &#8220;ordem eterna&#8221;, e que se situa al\u00e9m de todo o tempo manifestado. Voc\u00eas podem come\u00e7ar a ver como cada explica\u00e7\u00e3o tem uma implica\u00e7\u00e3o maior, e por a\u00ed vamos indefinidamente, para n\u00edveis ainda mais sutis.<\/p>\n<p>No caso da Astrologia, podemos encarar os arqu\u00e9tipos como um tipo de ordem impl\u00edcita, e quando eles se tornam expl\u00edcitos, passam a ser os pr\u00f3prios eventos manifestados. Mas poderia existir tamb\u00e9m uma ordem super-impl\u00edcita, superior a todos os arqu\u00e9tipos, e que os ordenaria. Portanto a coisa se torna muito complexa, e Bohm, em verdade, chegou a desenvolver a id\u00e9ia da ordem super-impl\u00edcita que irei simplesmente mencionar, mas n\u00e3o chegando a esmiu\u00e7\u00e1-la. Ainda um outro exemplo de estrutura do tipo hologr\u00e1fica em Astrologia \u00e9 o seguinte: voc\u00ea pode fazer uma leitura de mapa baseado simplesmente em quais signos os planetas se encontram. O signos realmente fazem refer\u00eancia ao cosmos como um todo, uma vez que eles essencialmente dividem o universo em doze setores. Por outro lado, voc\u00ea poder\u00e1 tamb\u00e9m fazer uma leitura com base nos pr\u00f3prios aspectos e nos pontos m\u00e9dios. No \u00faltimo caso, voc\u00ea estar\u00e1 apenas encarando a n\u00edvel do Sistema Solar, e n\u00e3o al\u00e9m. Na verdade, \u00e9 poss\u00edvel ignorar completamente os signos, e ainda assim obter uma leitura bastante acurada. Portanto, a mesma informa\u00e7\u00e3o est\u00e1 contida em diferentes n\u00edveis e, de alguma forma, replicada a n\u00edvel do Sistema Solar, bem como a n\u00edvel c\u00f3smico.<\/p>\n<p>Agora, h\u00e1 um ponto final que desejo mencionar acerca do trabalho de David Bohm. \u00c9 um ponto muito importante e que n\u00e3o \u00e9 enfatizado em muitos dos escritos feitos a seu respeito. Bohm acabou chegando a esta id\u00e9ia de um tipo tripartido de ontologia. O que em s\u00edntese ele coloca, \u00e9 que a realidade consiste de mat\u00e9ria, energia, e significado. A compreens\u00e3o f\u00edsica comum em ci\u00eancia \u00e9 a de que o universo consiste de mat\u00e9ria e energia, e Einstein chegou \u00e0 gloriosa equa\u00e7\u00e3o desses dois termos com E=mc2. O que Bohm diz, contudo, \u00e9 que o significado tem a mesma primazia ontol\u00f3gica que mat\u00e9ria e energia. Deixem-me fornecer-lhes uma cita\u00e7\u00e3o original. Bohm diz: &#8220;A energia compreende mat\u00e9ria e significado, ao passo que a mat\u00e9ria compreende energia e significado. (Quando voc\u00ea escutar esta palavra, &#8220;compreende&#8221;, pense na gota de tinta desaparecendo na glicerina). Mas tamb\u00e9m, significado compreende ambos, mat\u00e9ria e energia. De tal forma que cada uma dessas tr\u00eas no\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas abrange as outras duas.&#8221;<\/p>\n<p>O que Bohm est\u00e1 propondo aqui \u00e9 um tipo de interpenetra\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria, energia e significado. Ele prossegue dizendo: &#8220;Isto implica num contraste em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vis\u00e3o comum, qual seja, o significado \u00e9 uma parte inerente e essencial de nossa realidade como um todo, e n\u00e3o meramente uma qualidade puramente et\u00e9rica e abstrata que tem sua exist\u00eancia apenas a n\u00edvel mental, ou, para colocar de outra maneira, na vida humana. Quase sempre, significar \u00e9 ser. Em certo sentido, poder\u00edamos dizer que n\u00f3s somos a totalidade de nossos significados.&#8221;<\/p>\n<p>Para Bohm, a natureza da realidade \u00e9 esta interpenetra\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria, energia e significado. O reino da mat\u00e9ria-energia \u00e9 a ordem expl\u00edcita, ou reino manifesto. O reino do significado \u00e9 a ordem impl\u00edcita, e existe uma interpenetra\u00e7\u00e3o entre ambos.<\/p>\n<p>Gostaria de mencionar ainda que \u00e9 daqui que tiro alguma esperan\u00e7a para a possibilidade de &#8220;salvar o planeta&#8221;. A maior parte de meu trabalho \u00e9 sobre ci\u00eancia ecol\u00f3gica, e se voc\u00ea considerar os fatos objetivos da crise ambiental, ver\u00e1 que ela \u00e9 muito, muito preocupante. E se voc\u00ea adotar o ponto de vista cient\u00edfico comum, de que temos que consertar o planeta inteiro de modo incrementador, peda\u00e7o por peda\u00e7o, nenhuma esperan\u00e7a resta. Por\u00e9m, se voc\u00ea imaginar que alguns poucos dentre n\u00f3s, bem intencionados pequenos Mendelbrots, seremos capazes de ser suficientemente auto-conscientes e entrarmos em contato com o processo que permeia toda a realidade manifestada, penetrando na ess\u00eancia em si do pr\u00f3prio processo criativo da Natureza, e trabalhando nesse n\u00edvel &#8211; isto \u00e9 o que se poderia chamar de espiritual, ou de amor, ou seja l\u00e1 o que for &#8211; ent\u00e3o poder\u00edamos talvez ser capazes de afetar a pr\u00f3pria evolu\u00e7\u00e3o desse processo!<\/p>\n<p>Estou consciente de que esse deve ser um longo caminho, mas adotando tal proceder poder\u00edamos ser ent\u00e3o capazes de obter um efeito muito al\u00e9m de nossos n\u00fameros. E existe precedente para tanto em termos cosmol\u00f3gicos. Por exemplo, todo o hidrog\u00eanio que h\u00e1 no mundo apareceu instantaneamente. N\u00e3o havia hidrog\u00eanio e ent\u00e3o, subitamente, o hidrog\u00eanio apareceu em tudo quanto \u00e9 lugar, simultaneamente. O mesmo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s gal\u00e1xias. As gal\u00e1xias n\u00e3o existiam at\u00e9 que em determinado momento todas despontaram, cristalizadas e condensadas sob um formato. Essencialmente, elas se manifestaram a partir da ordem da implicidade em todos os lugares e ao mesmo tempo. Nesse mesmo sentido, atrav\u00e9s de uma a\u00e7\u00e3o profundamente intencional no mundo, penso que algumas poucas pessoas podem potencialmente causar uma diferen\u00e7a bastante significativa. As massas chamariam a tal coisa interven\u00e7\u00e3o divina. Encarariam isso como algo incrivelmente m\u00e1gico, mas n\u00e3o se trata de interven\u00e7\u00e3o divina, e sim de divina arquitetura: \u00e9 o modo como a realidade est\u00e1 estruturada. E sabendo disso, e trabalhando a n\u00edvel processual, ao inv\u00e9s de meramente ao n\u00edvel da manifesta\u00e7\u00e3o, poderemos come\u00e7ar a atingir aquele ordenamento mais profundo da realidade.<\/p>\n<p>Assim, para finalizar, gostaria de passar-lhes uma vis\u00e3o positiva do futuro da ci\u00eancia. Primeiramente, o que vem a ser ci\u00eancia? Ci\u00eancia \u00e9 um tipo de reconhecimento-padr\u00e3o, e o que ele requer, o sine qua non para a ci\u00eancia, \u00e9 a exist\u00eancia de algum tipo de ordem. Existe uma ordem b\u00e1sica no reino material e assim temos a ci\u00eancia ortodoxa, resultante do estudo da ordem em termos de mat\u00e9ria e energia.<\/p>\n<p>Pelo mesmo enfoque, existe tamb\u00e9m uma ordem no significado. O significado \u00e9 ordenado, n\u00e3o arbitr\u00e1rio. H\u00e1 in\u00fameros diferentes exemplos disto, sendo um deles a beleza da m\u00fasica de Mozart em compara\u00e7\u00e3o com a de Salieri, e que se constitui num fato objetivo. Mas isso n\u00e3o pode ser mensurado com instrumentos de laborat\u00f3rio e nem atrav\u00e9s de uma tomada microf\u00f4nica. Nem a an\u00e1lise de Fourier das formas de ondas advindas daquele microfilme jamais o habilitariam a distinguir entre a m\u00fasica de Mozart e a de Salieri em termos da ess\u00eancia do g\u00eanio ou da beleza. Por\u00e9m, ela est\u00e1 ali.<\/p>\n<p>A Astrologia, em certo sentido, \u00e9 uma ci\u00eancia da ordem do significado que interpenetra o universo f\u00edsico espa\u00e7o-temporal. E nisso, penso, reside o fato de ela ser t\u00e3o profunda. Pois de certa forma, todas as ci\u00eancias esot\u00e9ricas, tais como o I Ching, o tarot, e outras, s\u00e3o ci\u00eancias da ordem do significado. Elas s\u00e3o essencialmente modelos da ordem impl\u00edcita, em certo sentido. Mas o que existe de t\u00e3o profundo na Astrologia \u00e9 em virtude de sua conex\u00e3o com planetas e estrelas, o que precisamente modela a interpenetra\u00e7\u00e3o entre os reinos invis\u00edveis do significado e o universo f\u00edsico espa\u00e7o-temporal.<\/p>\n<p>Portanto, o que eu prevejo, ou talvez, pelo que eu rezo, para o futuro da ci\u00eancia?<\/p>\n<p>Essencialmente, uma grande s\u00edntese de ci\u00eancias expl\u00edcitas e impl\u00edcitas. A ci\u00eancia ortodoxa de hoje em dia passaria a ser vista como uma ci\u00eancia parcial, limitada \u00e0 ordem expl\u00edcita. Ela se foca sobre aquelas partes que vemos em nosso redor e erroneamente tomamos pela realidade total. Por outro lado, a Astrologia e as demais ci\u00eancias esot\u00e9ricas s\u00e3o ci\u00eancias da ordem impl\u00edcita, e n\u00e3o apenas n\u00e3o contradizem as ci\u00eancias f\u00edsicas, como Astrologia e f\u00edsica s\u00e3o dois aspectos de um s\u00f3 e muito mais abrangente Todo. Isto eventualmente conduzir\u00e1 a uma grande s\u00edntese das ci\u00eancias sagradas com as seculares, numa ci\u00eancia muito mais profunda do que a que temos hoje. Obrigado.&#8221;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Article in English : Astrology and the Astrologiae New Physics &#8211; Part 1 &#8211; Integrating Sacred and Secular Science<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por William Keepin Ph.D. William Keepin &#8211; Introdu\u00e7\u00e3o de Robert Hand ROBERT HAND: &#8220;Nosso primeiro palestrante desta manh\u00e3 ser\u00e1 William Keepin, com quem tive o prazer de conversar h\u00e1 alguns anos atr\u00e1s por cerca de um dia a um dia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-330","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos-internacionais"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>A Astrologia e a Nova F\u00edsica: Integrando a Ci\u00eancia Sagrada e Secular - 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